O poder da transformação digital (por Laércio Albuquerque*)


Como uma rede de supermercados impulsiona suas vendas sem aumentar o número de lojas físicas? Esse era o desafio da Tesco ao chegar na Coréia do Sul há alguns anos, quando a até então líder no mercado local já tinha uma capilaridade bem desenvolvida. A solução encontrada pela companhia inglesa foi inovar de olho no perfil dos consumidores, trabalhadores que passavam longas horas no escritório e que encaravam as compras semanais como uma dura tarefa.

A Tesco construiu “lojas virtuais” em estações de metrô do país, com painéis realistas que simulavam as prateleiras do mercado. Por meio de um aplicativo instalado no celular, os consumidores podiam escanear o QR code do produto, escolher a quantidade desejada e as mercadorias eram entregues em sua casa poucas horas depois. O tempo de espera pelo metrô virou tempo para compras.

O sucesso da iniciativa foi tanto que, em um mês, as vendas online da empresa tiveram alta de 130% e o número de consumidores cadastrados para comprar nessa plataforma cresceu 76%. A Tesco se tornou a líder em vendas online no país e se aproximou da segunda posição em vendas off-line.

Por trás da simplificação do dia-a-dia dos sul-coreanos está uma complexa estrutura de desenvolvimento, gestão e segurança de Tecnologia, que tem como interface aplicativos para dispositivos móveis altamente eficientes. Essa é a transformação digital que já está em curso e é um caminho sem volta.

A tecnologia não só transforma negócios tradicionais, mas cria novos modelos de negócios. Os aplicativos trazem praticidade e reinventam a maneira de fazer coisas básicas como pedir comida ou sair de casa, já que os brasileiros passam mais 30 horas semanais conectados à internet, segundo dados da eCGlobal Solutions, de 2013. Ele quer pesquisar, comparar, negociar, trocar e comprar com a mesma praticidade no mundo físico ou virtual, sem sentir a transição de um para o outro. A tecnologia permite a junção inteligente de uma série de serviços já disponíveis como, por exemplo, os mapas, cardápios e sistemas de pedido e de pagamento dos restaurantes para oferecer ao usuário exatamente a funcionalidade que ele procura e um pouco mais.

A transformação digital exige essa arquitetura multicanal, em que os sistemas estejam conectados e funcionando concomitantemente. Para levar esse nível de praticidade aos clientes, é preciso inovação. Tanto na oferta de seus produtos e serviços, mas principalmente por trás dos aplicativos, por trás de cada clique que um usuário faz em um aplicativo. No caso da Tesco, a CA foi um dos parceiros estratégicos que possibilitou inovar uma série de sistemas, programas, desenvolvimentos e gerenciamento para permitir essa oferta inovadora.

O Gartner estima que, em 2020, haverá no mundo 26 bilhões de dispositivos inteligentes. É a Internet das Coisas, que fará circular trilhões de dados, o tempo todo. Essas informações conectam empresas e consumidores, em um ambiente de diálogo constante, que só pode ser decodificado por meio de software. Todo negócio vem se tornando, essencialmente, um negócio digital. A tecnologia deixa de ser um gasto para virar um investimento. Cada 1% a mais gasto por uma empresa com informática se transforma, em 2 anos, em crescimento de 7% no lucro da organização, mostra estudo divulgado esse ano pela Fundação Getúlio Vargas.

Essa reestruturação na forma de se empregar a tecnologia em função do negócio sustenta e fomenta um mundo cada vez mais voltado para os negócios digitais. A Deloitte CIO Survey 2014 mostrou que um porcentual de 47% dos diretores de TI diz ter hoje iniciativas de transformação digital. O índice era de 0% apenas um ano antes, em 2013.

Contudo, para ingressar nesse fabuloso mundo da Economia dos Aplicativos, para se conduzir de maneira bem sucedida um processo de transformação digital, os executivos de tecnologia vão enfrentar alguns desafios, com destaque para três dos mais importantes:

Experiência do usuário. A paciência do seu cliente, ou potencial usuário, é muito curta neste universo. Em dois segundos apenas, ele vai avaliar uma série de critérios que o levarão a manter ou apagar o aplicativo de seus dispositivos, mas o foco deles vai estar no tempo de resposta e na rapidez no funcionamento do aplicativo. Porém, para que estes dois itens funcionem de acordo com a expectativa do usuário, existe toda uma complexa e gigantesca arquitetura de servidores, redes, conectividade e dados que devem trafegar em velocidade inimaginável. Para transformar esse ponto em vantagem competitiva, não é suficiente tão somente gerir seu ambiente de TI, é preciso governa-lo com eficiência e inteligência, controlando e prevendo possíveis problemas.

Time-to-market. Com a alta competitividade observada nos mercados, não basta apenas ter uma ideia inovadora, é preciso transformá-la em produto ou serviço, mais rápido e melhor do que seus concorrentes. Na Economia dos Aplicativos, essa realidade é potencializada pelas inúmeras startups que reinventam processos e ofertas diariamente. Os CIOs e CEOs devem se preocupar em desenvolver seus aplicativos e lançá-los de maneira ordenada, reduzindo erros e problemas com testes ostensivos e garantindo a entrega sem problemas, em qualquer cenário de escala.

Segurança. Na Economia dos Aplicativos, a reputação continuará sendo a palavra-chave e maior preocupação dos CIOs e equipes de TI. Seu aplicativo deve atender aos mais altos requerimentos de segurança, mas também devem transmitir essa sensação de confiança aos seus usuários. Além disso, as APIs permitem que você multiplique seu potencial de novos negócios, abrindo a sua empresa para parcerias e novas frentes de negócio. Porém, este processo deve ser realizado e conduzido com segurança.

É possível lucrar, e muito, na Economia dos Aplicativos conduzindo um processo de transformação digital que realmente aproxime sua empresa de seus clientes, com novas maneiras de oferecer seus produtos e serviços ou até intensificando a maneira como seus clientes interagem com sua marca. E para que este processo se dê com sucesso e retorno de investimento, é ideal encontrar o parceiro certo de tecnologia que possa oferecer soluções e conhecimentos que apoiem a empresa em todas as situações dessa excitante jornada.

* Laércio Albuquerque é presidente da CA Technologies na América Latina

SOBRE A CA TECHNOLOGIES

CA Technologies (NASDAQ: CA) cria softwares que potencializam a transformação das empresas e lhes permite aproveitar as oportunidades da economia dos aplicativos. Software está no centro de todas as empresas em todos os setores. Do planejamento ao desenvolvimento, da gestão à segurança, a CA Technologies trabalha com empresas em todo o mundo para mudar a maneira como vivemos, compramos, vendemos e nos comunicamos – por meio da nuvem (privada e pública), de plataformas móveis e de ambientes de TI, dos distribuídos ao mainframe. Saiba mais em www.ca.com/br.

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