Esteja preparado: mudança é a nova norma nos negócios

Por Março 29, 2018

Agilidade e adaptabilidade se tornaram atributos essenciais para a longevidade dos negócios em todos os setores

As empresas hoje operam em uma velocidade frenética, esforçando-se para acompanhar o ritmo das tecnologias emergentes e das demandas evolutivas dos clientes. É por isso que a nova regra é não só abraçar a mudança e aceitar a transformação, mas também preparar-se para a revolução.

As empresas precisam estar preparadas para mudar e fazê-lo com frequência. Embora a padronização e a estabilidade tenham sido consideradas como elementos fundamentais para a longevidade dos negócios por muito tempo, a agilidade e a adaptabilidade representam o verdadeiro caminho para a sobrevivência e, consequentemente, para o sucesso. Esse foi o fio condutor que trouxe tecnólogos e líderes de empresas de vários setores à conferência anual CA World.

“Uma marca da evolução humana é nossa capacidade de evoluir e nos adaptarmos às mudanças em nosso ambiente. Ainda mais importante é a capacidade de modificar esse ambiente para atender às nossas necessidades”, afirmou o CEO Mike Gregoire em sua palestra de abertura. Entender o valor da mudança é fundamental para o sucesso nos negócios, e o novo modelo que as empresas devem implementar “é criado para mudar”, explicou Gregoire.

“A CNN usou nosso software para mudar a experiência da eleição. Isso é a democracia impulsionada pelos dados e outra grande demonstração de que todas as empresas estão se tornando empresas de software”

— Mike Gregoire, CEO da CA Technologies

Sonhos Espaciais se Tornam Realidade

A NASA e outras entidades governamentais foram responsáveis pelas primeiras missões bem-sucedidas no espaço, desde voos de baixa órbita ao pouso do homem na lua. Hoje, porém, a indústria aeroespacial integra muitas empresas privadas com ambições de exploração espacial, algumas das quais estão se tornando realidade.

O astronauta Capitão Scott Kelly obteve grande sucesso em seu trabalho com a NASA, mas admitiu que a transição no setor de missões financiadas pelo governo para viagens de exploração a Marte, realizadas também por empresas privadas, é algo empolgante de presenciar. Inicialmente cético sobre a SpaceX de Elon Musk, Kelly afirmou que empreendimentos como esse lhe dão esperança.

“Pensei que Elon Musk estava louco e me enganei”, observou Kelly. “Sinto-me inspirado por essa nova ideia de ter empresas privadas assumindo desenvolvimentos na órbita inferior e criando novas tecnologias. Espero que isso dê à NASA a oportunidade de ir a Marte.”

A cientista espacial Natalie Panek quer ir ao espaço e, com sorte, um dia realizará seu sonho. Mas sua dedicação vai além de suas metas para o setor. Ela deseja criar um ambiente onde todos acreditem que podem gerar mudanças com grandes ideias que muitas vezes são desacreditas.

“O objetivo maior de tudo isso é inspirar a próxima geração e desafiar aqueles que dizem que algo é loucura ou impossível”, afirmou Panek. “O mundo precisa de mais exploradores do dia a dia, mais pessoas curiosas com o que podem encontrar em seu quintal. Estamos cultivando um mundo com exploradores do cotidiano que criarão comunidades onde tudo é possível.”

Compromisso com clientes e carros

Para a General Motors, um carro é muito mais do que um veículo que simplesmente transporta um motorista do ponto A ao ponto B.

Um carro é um computador sobre rodas, que agora pode ser personalizado às preferências de cada cliente. Não se trata apenas de uma oportunidade de lucro para a GM; o “carro conectado” é a uma forma de a GM manter um vínculo constante com os clientes. Essa é uma grande mudança para o setor automotivo, que antes precisava esperar quatro ou cinco anos até o momento de troca do automóvel para se reconectar com os clientes.

“Na GM, sabemos que o compromisso com os clientes vai muito além de vender um carro e atender novamente o comprador depois de quatro anos. Queremos ter um vínculo constante com o cliente para poder agregar valor às suas atividades diárias”, afirmou Sid Madamanchi, gerente de projetos OnStar na GM. “Estamos abraçando essa revolução porque a tecnologia do veículo é um fator fundamental para se comprar um carro. As pessoas exigem que seu carro seja tão inteligente quanto seu telefone.”

Isso significa incorporar à tecnologia APIs que permitem a integração entre o sistema do carro e aplicativos móveis para habilitar recursos como acesso remoto às funções do veículo, como o envio de uma mensagem de texto ao proprietário do veículo para alertá-lo quando há pouco combustível.

“Queremos fazer parcerias com estações meteorológicas, monitoramentos de tráfego e seguradoras. Muito mais será possível à medida que os mecanismos de intenção dos veículos se tornam cada vez mais acessíveis”, afirmou Madamanchi.

A imprevisibilidade da política

Independentemente da opinião dos eleitores sobre os resultados da eleição presidencial dos EUA em 2016, esses resultados mudaram como a política será encarada a partir de agora. Por exemplo, o costume de ter como base as pesquisas para estimar o resultado provou que nem mesmo a tecnologia mais avançada é capaz de prever o que as pessoas acabarão fazendo.

Brianna Keilar, correspondente política sênior da CNN, fez a cobertura da campanha de Hillary Clinton nos últimos dois anos. Ela usou o aplicativo político da CNN, que foi desenvolvido com software da CA Technologies. O aplicativo combina dados de várias fontes, disponibiliza informações e apresenta conclusões em formatos de fácil consumo para os usuários. Mesmo assim, as tecnologias de levantamento não indicaram os resultados corretos, e Keilar pôde apenas especular sobre o motivo.

“A tecnologia está mudando e as pessoas podem não responder corretamente à pergunta. Além disso, a maneira como uma pergunta é formulada muda tudo”, explicou. “Por exemplo, ao analisar as pesquisas, muitas pessoas disseram que tanto Clinton como Trump eram inaptos a ser presidentes nas urnas. Apesar de dizerem isso, no dia da eleição, 7 a cada 10 pessoas votaram em Trump.”

Para Keilar, a influência dos dados gerou suposições que não necessariamente estavam corretas. “Muitas pessoas supuseram que quem dizia que os dois candidatos eram inaptos não votaria em nenhum dos dois e isso não aconteceu”, afirmou.

Esta eleição mudará como jornalistas e especialistas acompanham as campanhas eleitorais e usam a tecnologia para analisar a opinião pública daqui para frente. Keilar afirmou que a apuração dos fatos se tornará algo ainda mais importante no futuro.

Para empresas de software como a CA Technologies, o uso da tecnologia nas eleições presidenciais só prova que o mundo funciona através do software e essa tendência continuará crescendo.

“A CNN usou nosso software para mudar a experiência da eleição. Isso é a democracia impulsionada por dados e outra grande demonstração de que todas as empresas estão se tornando empresas de software”, afirmou Gregoire.

Escrito por Denise Dubie
Senior Principal, Content Strategy, CA Technologies
LinkedIn: @denisedubie