A verdade por trás das provas de conceito

Por Junho 7, 2017

Se você se interessou por esse tema, provavelmente já sabe o que é prova de conceito (ou PoC, do inglês, proof of concept). Mas, caso o termo seja novo para você, uma prova de conceito é nada mais do que um teste do que será um produto em produção.

Basicamente, ela serve para minimizar os riscos antes de se investir uma grande quantia de dinheiro em algo que não vai resolver o que precisa ser resolvido, ou — em português claro — diminuir o medo de algo dar errado.

No mundo de software, o que não faltam são empresas te ouvindo por 30 minutos e dizendo algo como “com a solução x, seus problemas acabaram”. Bom, para casos como este, as provas de conceito se tornam uma ótima opção, porque te dão a oportunidade de testar o software em seu ambiente tecnológico antes de assinar um contrato. Grande parte das empresas de software hoje oferecem provas de conceito de graça.

Como tudo no mundo tem um “porém”, as provas de conceito (mesmo as oferecidas de graça) tem um custo muito alto para o cliente, afinal, ele vai precisar mobilizar uma equipe para montar o escopo, acompanhar o processo de desenvolvimento (se houver), instalação (no caso de não ser SaaS), implementação e testes do novo software.

De acordo com minha experiência de consultor de pré-vendas, deixo algumas dicas para quem está adquirindo um novo software (que não necessariamente precisam ser seguidas nessa ordem, a não ser a PoC — ela deve ser a última cartada):

  • Faça uma matriz de avaliação de software com pesos para os requisitos funcionais e não funcionais de acordo com sua necessidade
  • Leia o último relatório do Gartner sobre o tipo de software que você precisa, escolha alguns possíveis fornecedores e peça para eles preencherem sua matriz
  • Com base nas respostas dessa matriz, escolha de 5 a 10 ferramentas que se saíram melhor
  • Converse com o consultor de pré-vendas/engenheiro/arquiteto do fornecedor sobre suas necessidades, problemas e/ou desafios
  • Assista uma demonstração das ferramentas escolhidas até agora
  • Peça as propostas comerciais dessas ferramentas
  • Com base na demo e na verba que isso irá demandar, escolha as 3 que tem melhor custo/benefício para você
  • Peça uma versão trial dessas 3 ferramentas e teste-as por algum tempo
  • Se ainda assim você tem dúvidas sobre elas: peça as provas de conceito
  • Escolha uma. Compre. Seja feliz.

primeiro grande ponto é que as provas de conceito têm que ser pedidas com bom senso, caso contrário só será perda de tempo e dinheiro para você mesmo. Por exemplo: Se você está avaliando software de gestão de projetos, dificilmente uma Microsoft, CA e Oracle terão ferramentas ruins e dificilmente elas não mostrarão seu diferencial logo numa primeira demo do software.

segundo grande ponto é que se uma empresa chegar te oferecendo soluções de software muito rápido, desconfie, pois soluções somente existem quando um problema/desafio também existe e foi corretamente entendido. Empresas de software de respeito geralmente tem consultores de pré-vendas e/ou arquitetos disponíveis para discutir e entender seus desafios e, somente assim, te oferecer soluções de software.

terceiro grande ponto é que quando eu digo software nesse texto, eu me refiro a software proprietário, open sourcefreewareshareware (e todos os demais… ware), pois se engana quem acha que licenciamento é o único custo que um software traz.

Escrito por Thiago Bottoni
Engenheiro de Vendas na CA Technologies
LinkedIn: @thiagobottoni